Filhas lutam por diagnóstico da mãe há mais de dois meses em Teresópolis: 'Está com 40 kg apenas'
06/10/2026
(Foto: Reprodução) Filhas reclamam de demora para conseguir atendimento adequado e diagnóstico da doença da mãe em Teresópolis
Juliana Guzzo/g1
Uma família de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, relata que vem tentando, há mais de dois meses, conseguir um diagnóstico para Odete Martins, de 64 anos, que vem enfrentando perda expressiva de peso.
Segundo as filhas, ela já passou diversas vezes pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo liberada em todas as ocasiões. Na manhã desta terça-feira (6), segundo a família, Odete voltou a dar entrada na UPA, onde permaneceu até as 22h, quando foi transferida para o Hospital das Clínicas de Teresópolis (HCTO).
“A gente está cansado de vir aqui e não ter uma solução. Minha mãe era uma mulher que tinha um corpo normal, está com 40 kg apenas. Ela está pele e osso e a gente não tem uma solução”, afirmou Marisa Silva, outra filha de Odete.
De acordo com os familiares, Odete não consegue se alimentar e apresenta perda significativa de peso desde o início do problema de saúde. As filhas afirmam que o estado dela vem se agravando e que a família busca uma avaliação mais completa para identificar a causa dos sintomas.
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Sem conseguir se alimentar adequadamente, a idosa necessita de cuidados constantes. As filhas relatam dificuldade para assisti-la em casa sem o suporte necessário e cobram uma solução para o caso.
“A gente não consegue cuidar da minha mãe em casa, não tem como ela se alimentar. Tudo que ela come por via oral, ela vomita e a gente não consegue cuidar dela”, contou Estefani da Silva, uma das filhas de Odete.
Os familiares dizem que continuam tentando conseguir uma avaliação mais completa para entender o que está acontecendo e garantir que a idosa receba o atendimento necessário.
O g1 procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Teresópolis, que não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Segundo a família, a idosa já procurou atendimento diversas vezes, mas os problemas persistem.
Juliana Guzzo